[Poema] O Andarilho – Jardim

Sou um brinquedo,
um objeto
nas mãos da matemática,
os passos
inúteis
seguindo
na escuridão.
escolho ruas
ao acaso:
um andarilho
sem esperança
vagando
perdido,
sem identificação.
sem mapas,
sem bússolas,
sem oriente, sem horizonte
ou farol,
sem utopia buscando
a próxima
estação.
de incerteza
e encanto
construo uma prece,
um mantra,
um cântico
contido
na palavra direção.

Jardim

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