[Súmula de Domingo] Quanto vale dizer as boas palavras? – Ana Cristina da Costa

Se um poema é declamado e a música de fundo é a mais bela melodia, se ele é lido com total profusão e seus sentimentos se entrelaçam, se ele é lido no mais absoluto silencio e o seu olhar de soslaio olha para si mesmo, se ele te faz ir sem as malas, sem amarras aos mais inóspitos lugares do íntimo então ele é um caro poema, as palavras nele contidas são as mais sagradas.

Ele não tem um preço absoluto, ele tem os mais raros tesouros.
Quando as palavras são profundas e elas entram sem pedir licença, então não há pagamento só endividamento. Quando elas dizem –

“Te amo
simplesmente porque te amo
eu mesmo não sei porque te amo…” [ Pablo Neruda ],

Então só há uma saída pagar o preço do amor.
Quanto vale as boas palavras ditas no momento oportuno, quanto vale os conselhos e os consolos dos amigos e aquelas guardadas no âmago da alma que foram recebidas pelos sábios encrustados em nossas vidas? Quanto vale os velhos ditados e quanto vale a companhia dos anciãos?
Pensando em boas palavras que tal dizer, eu te amo, perdão, desculpe-me, por favor, e buscar outras tantas amabilidades que sustentam uma sociedade? Que tal uma explosões de coisas boas? Eu aguardo uma fagulha desta excelente ação, depois dê a cada uma delas o devido valor, um forte abraço!!!
Ana Cristina da Costa.
Imagem extraída do Google.
Indicação de filme: O Reencontro – Netflix

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