{4ª Poética} Dubiedades – Camila prado




#Pratodosverem. 
Sobre fundo preto, uma imagem circular dividida ao meio, à esquerda o rosto de uma mulher e à direita de um leão, ambos tem olhos amarelos brilhantes.  No canto inferior esquerdo escrito em branco: “É preciso ser fera, sem perder a doçura!”.






Dúbia, incompreensível, sei que sou.

Meu esconderijo sou eu:

Esculpida em dores,

Residente no edifício das solidões…

Anfíbio, ambíguo, longe do que se espera.

Meu anonimato é um muro.

Cercada estou pelas mazelas da vida…

Impossível condensar-me!

Sou paz e bonança;

Tenho dias de ventania e tempestade;

Sou essência da terra, fera medrosa, sou pedaço de sonho de alguém…

Comum!

Simplesmente complicada!

Sou esse furacão terrivel, sou esse dia de vento ausente e ar quente…

Profundamente estranha!

Vivaz, mórbida, alucinada…

Menina que sonha, mulher devastada…

Ser humano que exala paixão,

Subjugada à própria escravidão…

Pertenço às linhas que não foram escritas, 

Sou viajante, aspirante, vivente, entregue à sorte.

Sou simples, comum, normal…

Alguém…

As pedras são as dificuldades que me preparam para o extraordinário.

O novo, que chega, o velho que vai…

E as somas que unem e as divisões se desfazem…

Viver é sangrar, viver é sonhar,

Melhor é morrer, do que passear pelos longos dias e nao saber oque é apreciar!



(Camila prado)

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