{Das Ruas solitárias} – Deixe-me ir – Val saab

#Pratodosverem. Imagem em preto e branco de uma estrada de terra reta e com colunas de árvores. No centro escrito em Cinza: “Deixe-me ir”.

 

Você sabia quantas coisas eu tinha para lhe contar? Eu corri estradas e avancei rios para lhe dizer o quanto a vida nos abençoa e o quanto as voltas da vida vão te jogar no chão e vão te fazer duvidar dos seus amores; mas, também sabe que lá dentro do coração, você acredita em seu caminho onde você vem andando e deixando sementes e deixando pegadas 👣 de amor e carinho. Então, não me digas agora, que nessa hora você não vem comigo sambar. Não me digas agora, que no meio da rua e comigo, tu não vais estar, que tanto faz tantas descobertas e tantas incertezas e que todas as trocas de olhares foram em vão. Não me digas que amanheceste sem sede e sem paixão. Não me diga que morreu a procura ou a febre de amor ou a embriaguez das paixões. Não me diga que calou seus sonhos apenas porque lá fora tudo parece tão incoerente. Não me diga mais nada. Se não vieres comigo quando eu abrir a porta, não me digas mais nada.

Se não tiveres na mão essas chaves, não me diga mais nada. Não me diga mais nada se seu amor não me enxerga mais.

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