Categoria: Sara Timóteo

[COLUNA DE FÉRIAS] O deserto e o destino

No deserto sabem-lhe a sal Todas as recordações dos caminhos por entre verdura Que um dia amou. Morre de sede, não de saudade. SARA TIMÓTEO

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[COLUNA DE FÉRIAS] O deserto e o destino

No deserto sabem-lhe a sal Todas as recordações dos caminhos por entre verdura Que um dia amou. Morre de sede, não de saudade. SARA TIMÓTEO

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[Conto] Viúva de todos os homens – Sara Timóteo

Viúva de todos os homens Sara Timóteo Dissiparam-se-lhe os dias por entre planos gizados e logo negligenciados. Procurava, como as outras mulheres de saias enfunadas pelo vento, a sorte que sobejava das ondas. Mar ingrato de perdas e de colares de sonhos destruídos no espumar da água, tudo se lhe submetia naquela povoação. Até o […]

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[Conto] Viúva de todos os homens – Sara Timóteo

Viúva de todos os homens Sara Timóteo Dissiparam-se-lhe os dias por entre planos gizados e logo negligenciados. Procurava, como as outras mulheres de saias enfunadas pelo vento, a sorte que sobejava das ondas. Mar ingrato de perdas e de colares de sonhos destruídos no espumar da água, tudo se lhe submetia naquela povoação. Até o […]

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[4ª Poética] Construí para mim uma casa – Sara Timóteo

Construí para mim uma casa Onde os pássaros não morrem Em promontórios de bicos abertos pela sede E nos seus caramanchões de alfabetos me refugiei. Construí para mim uma casa Onde as flores azuis permanecem vivas Sob um céu imutável de deslumbramento E entre as suas divisórias de cristal a minha sede saciei. Construí para […]

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[4ª Poética] Construí para mim uma casa – Sara Timóteo

Construí para mim uma casa Onde os pássaros não morrem Em promontórios de bicos abertos pela sede E nos seus caramanchões de alfabetos me refugiei. Construí para mim uma casa Onde as flores azuis permanecem vivas Sob um céu imutável de deslumbramento E entre as suas divisórias de cristal a minha sede saciei. Construí para […]

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[4ª Poética] Breve tom de Azul – Sara Timóteo

Embarco nos teus olhos com destino à costa da vida. Surge no horizonte um breve tom de azul, não sei se oriundo do mar ou dos segredos ancorados na casa branca do pinhal. Coloco os sonhos em lume brando, refaço-me de mais uma mentira, corro as gelosias dentro de mim, sorrio e disponho-me a esperar.

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[4ª Poética] Breve tom de Azul – Sara Timóteo

Embarco nos teus olhos com destino à costa da vida. Surge no horizonte um breve tom de azul, não sei se oriundo do mar ou dos segredos ancorados na casa branca do pinhal. Coloco os sonhos em lume brando, refaço-me de mais uma mentira, corro as gelosias dentro de mim, sorrio e disponho-me a esperar.

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[Halloeste] Conto “Ostracismo XXI” – Sara Timóteo

Ostracismo XXI  Passaram dois anos até que as pessoas que a haviam conhecido sentissem a falta dela. O linguajar incessante, o riso desbragado e a bazófia desalinhada não cativavam ninguém, ao contrário do que ela sempre havia pensado.Quando se apercebera disso, remetera-se a um mutismo que, noutra pessoa, seria considerado como inquietante. O riso fora […]

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[Halloeste] Conto “Ostracismo XXI” – Sara Timóteo

Ostracismo XXI  Passaram dois anos até que as pessoas que a haviam conhecido sentissem a falta dela. O linguajar incessante, o riso desbragado e a bazófia desalinhada não cativavam ninguém, ao contrário do que ela sempre havia pensado.Quando se apercebera disso, remetera-se a um mutismo que, noutra pessoa, seria considerado como inquietante. O riso fora […]

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