[4ª Poética] Tempestade – Diego Sant’Anna



Longa tempestade,

Incessível aos solos molhados.

Despenca do altar, oh majestade!

E torne o deserto inundado.

Lá de longe um raio inquieto,

Estremece a base do meu coração.
E toda essa água que escorre do teto.
Pingam gotas melodiosas em canção.

E quando a tempestade acabar

O sol revelará seus segredos. 
Sobre a luz histórias irei contar,
Com a iluminada ponta dos meus dedos.

 Diego Sant’Anna



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