[Poema] Tente Encontrar a Terceira Margem – Rynaldo Papoy

 
Formas
de vida
e de morte ilusória.
Ilusória.
Tanta ilusão chega à loucura.
Quando não encontra a minha barreira…
Razão
Tão boba.
Reverto a razão para a
realização.
Presente.
Que é um respingo do passado
e do futuro
formando uma nuvem radioativa
destruindo minha
minha
minha criancice.

Tempos animais,

Tempos animais começaram a fervilhar

patos.

Patos?

Não sei quando, sei lá:

Mas depois e muito depois depois

– e depois das dores –

lã de ovelhas!

Lã de ovelhas nas alergias de sons… sons… sons…

Que não passam de barulho.

É,

para onde vou,

sem esperança nem filmes,

nem festivais estivais de

Vaga-Lumes

que não economizam energia

por serem patriotas.

Nojento

verme rasteiro e nojento

que é essa vida débil mental de i

magens –

na terceira margem do rio estou te esperando!

Venenos

me dê para beber [os diferentes]

para que eu te esqueça

até o momento de ter certeza.

Eu sei que você me ouve.

Eiu sei que você lê o que escrevo.

Não adianta fingir que não ouve ou liga.

Liga…

Descubra um telefone onde eu esteja,

veja na lista,

deve haver alguma coisa.

Pra quê?

Oh, que clichê mais besta.

O que faríamos nesta segunda-feira?

Talvez dormir junto.

Dormir mesmo, com os olhos fechados.

E meus olhos

estão substituindo todos os meus

outros sentidos.

Olhe para mim de verdade!

Rynaldo Papoy

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